Em cada crônica, o autor utiliza-se de suas experiências para refletir sobre esses temas tão presentes na vidas das pessoas, como o simples ato de fazer alguém sorrir, amar e se amar, saber escutar e não apenas ouvir... e assim ele segue escrevendo sobre aquilo que vem de dentro dele.
"Pois, ao lado dela, aprendi que felicidade é querer que um momento seja infinito. E com ela eu queria tanto que fosse... Pena que as coisas nem sempre são como planejamos. O tempo passa, as vontades mudam, os destinos tomam outro rumo. E a gente fica ali, como um sonho que passou."
Chega a ser bem acolhedor o modo como ele discorre sobre os temas, pois muitos desses sentimentos estão presos dentro de nós e não temos com quem compartilhar - alguns deles. Então ler as observações que ele faz, traz uma sensação agradável para nós.
"Tudo seria tão mais divertido e leve se as pessoas conseguissem sonhar e fazer o que gostam sem precisar se preocupar com o que os outros vão falar... Amar, sentir, sofrer, sonhar, ter medo, arriscar, ser o que a gente é, isso é felicidade. Triste é viver das histórias e dos sonhos dos outros."
O foco maior das crônicas é o amor e os amores do Frederico. Para
contextualizar melhor, o autor fala bastante sobre suas experiências
amorosas e todos os aprendizados que obteve com essas relações.
Experiências bem interessantes.
"Não rejeite sua própria natureza, use seu passe livre para a autenticidade."
Me identifiquei bastante com a maioria das crônicas e pude analisar algumas situações que ainda vivencio. Não da mesma forma, mas na minha intensidade. E pude ver alguns erros que cometi e ainda cometo. E acho que atingir o leitor com esse olhar crítico de si mesmo, é o objetivo do Frederico.
A estudante de enfermagem, Alana Vieira, que mora em Aracaju-SE, relatou pra mim qual foi a crônica que ela mais gostou e porquê:
"Minha crônica preferida é a Te aceita, menina. Ela faz com que você se lembre de ser você mesma nesse mundo que dita o que você deve ser, fazer ou sentir. Te lembra que a consciência tranquila vale a pena. A boa fé vale a pena. A tentativa vale a pena. Tudo de bonito que você leva no seu coração vale a pena. Basta você se permitir ser quem você realmente é, e como diz o título, realmente se aceitar, pois não existe nada de mais bonito quando você se permite SER, FAZER e SENTIR." - Alana Vieira. Enfim, "Só a gente sabe o que sente" é um livro de crônicas curtas, que possuem uma escrita leve, descontraída e acolhedora. Uma obra carregada dos mais diversos sentimentos, principalmente, do amor... um sentimento arrebatador que deve ser vivido e compartilhado com a humanidade. Mais amor, menos desamor!
A publicação desse terceiro livro do Frederico também foi realizada pela Benvirá, selo da Editora Saraiva. A obra traz o autor na capa, a diagramação está muito bonita, a fonte tem um tamanho bom, as folhas são levemente amareladas e o livro possui orelhas - mas não usem elas como marcador de páginas, PELO AMOR DE DEUS! rsrs.
"A gente só entra no coração dos outros quando o nosso está aberto."
Na metade do livro, Frederico Elboni compartilha uma playlist com algumas músicas que leitoras indicaram e que ele ouviu enquanto escrevia "Só a gente sabe o que sente". Uma dessas canções é "Pra Sonhar", do Marcelo Jeneci. Pode dar o play!









Nenhum comentário: